A América Latina vivencia um crescimento acelerado de 60% ao ano no mercado de criptoativos entre 2023 e 2025, impulsionado por stablecoins, pagamentos internacionais e busca por proteção contra inflação [1]. Neste cenário, o Brasil emerge como líder regional, ocupando o 6º lugar no índice global de adoção, com 17,5% da população investindo em criptomoedas [2][5]. Em um futuro próximo, projeta-se que até 2025 haverá projeções indicam US$ 318 bilhões circulando na economia brasileira, sendo 90% em stablecoins [9].
Este artigo apresenta casos de sucesso por país, analisa desafios regulatórios e operacionais e explora tendências para 2026, oferecendo um panorama completo e inspirador para investidores, reguladores e entusiastas.
Casos de Sucesso por País
Os avanços em cada país refletem diferentes estágios de maturidade e marcos regulatórios que moldam o ecossistema de criptoativos na região.
- Brasil: Com a Lei 14.478/2022 estabelecendo quadro para autorização de Provedores de Serviços de Ativos Virtuais (PSAV), o país implementou auditorias rigorosas, regras de custódia e mecanismos de proteção ao consumidor [4][5]. As novas resoluções do Banco Central (519, 520, 521), vigentes desde 2 de fevereiro de 2026, instituem as normas para Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAVs), inspiradas em regras bancárias, e integram stablecoins ao mercado de câmbio [6][12]. Em 2024, a Binance registrou 208 mil novos investidores diários no Brasil, com crescimento de usuários institucionais de 14% em volume global [7].
- México: A Lei Fintech reconhece criptomoedas como ativos digitais, permitindo seu uso como meio de pagamento e regulando pagamentos eletrônicos, crowdfunding e entidades que operam com cripto. O Banco do México supervisiona e autoriza provedores de ativos virtuais, avançando na implementação da Travel Rule efetiva para transferências rastreáveis [2][8].
- Chile: Desde 2022, a Comissão para o Mercado Financeiro (CMF) supervisiona criptoativos por meio de sandbox regulatório. Com o Centro Nacional de Inteligência Artificial (CENIA) e políticas robustas de IA desde 2021, o país aposta em integração institucional com cripto e inovação responsável [2][4].
- Argentina: Destaca-se como a 2ª maior adotante de stablecoins na região, com projetos industriais relevantes. Apesar de incertezas políticas, encerra 2025 com forte presença de remessas em cripto e expectativa de lei específica em 2026 [2].
- Uruguai: Em 2024, aprovou a primeira Lei de Ativos Virtuais, equiparando criptoativos a valores escriturais sob o controle do Banco Central do Uruguai (BCU), criando uma base segura para operações [2].
Outros países, como Colômbia e Peru, avançam em sandbox e legislações fintech, mas ainda necessitam de maior maturidade para competir com líderes regionais [4].
Desafios e Riscos
Embora o avanço seja notável, persistem desafios que exigem atenção estratégica de reguladores e empresas.
A fragmentação regulatória na América Latina gera assimetria de condições e aumenta custos de conformidade transfronteiriça [4][8]. A ausência de normas uniformes dificulta a expansão de serviços, levando provedores a concentrarem operações em jurisdições mais maduras.
A aplicação da Travel Rule e a fiscalização de transações interbancárias ainda encontram obstáculos, especialmente em países onde a regulação está em estágio inicial. Essa lacuna eleva os riscos de lavagem de dinheiro e fraudes, pressionando autoridades a acelerar diretrizes de combate a crimes financeiros [8].
- Desigualdade regulatória e falta de padronização.
- Riscos operacionais em exchanges, incluindo fraudes e vulnerabilidades de segurança [2].
- Desafios na supervisão de tecnologias emergentes, como IA, sem marcos claros em algumas jurisdições [2].
- Previsões negativas de mercado, como queda do Bitcoin para US$ 34 mil em outubro de 2026, e aumento de ameaças cibernéticas, elevando gastos de segurança para US$ 240 bilhões até 2026 [11][15].
Tendências e Projeções para 2026
O ano de 2026 desponta como um marco para consolidação de infraestrutura em criptoativos, com foco em tokenização e participação institucional.
Projeções indicam que o mercado global de ativos tokenizados pode superar US$ 16 trilhões até o final da década, criando oportunidades para modernizar financiamento, dívida privada e produtos de baixo risco [1]. No Brasil, a expectativa de US$ 318 bilhões em stablecoins em circulação reforça o papel de uso em remessas e pagamentos internacionais [9].
Espera-se que produtos de ETPs de cripto atinjam US$ 400 bilhões globalmente, enquanto a automação via IA em blockchain pode reduz custos operacionais em 30%, elevando a eficiência e atraindo investidores institucionais [1].
Iniciativas fiscais, como incentivos previstos no Genius Act, e políticas públicas de inclusão financeira tornam o ecossistema mais atrativo e resiliente, consolidando a liderança do Brasil e instigando reformas em toda a região [14][7].
Conclusão
A América Latina vive uma fase de transformação profunda, com expansão de criptoativos na região e marcos regulatórios pioneiros impulsionando a adoção de criptoativos.
Casos de sucesso no Brasil, México e Chile provam que regulação bem-estruturada e inovação caminham lado a lado. Porém, o enfrentamento de desafios regulatórios e operacionais é fundamental para garantir segurança e continuidade do avanço.
O horizonte de 2026 reserva consolidação de infraestrutura, maior participação institucional e ampliação de produtos tokenizados, tornando-se uma oportunidade única para países latino-americanos construírem um sistema financeiro inclusivo, transparente e preparado para o futuro.
Referências
- https://exame.com/future-of-money/2026-o-proximo-ciclo-do-sistema-financeiro-na-america-latina/
- https://www.fundssociety.com/br/news/tecnologias-emergentes-um-olhar-sobre-o-estado-da-regulamentacao-na-america-latina/
- https://phemex.com/pt/news/article/latin-american-equities-surge-20-in-2026-amid-global-liquidity-shift-62091
- https://www.miseria.com.br/ultimas-noticias/um-ano-decisivo-para-o-cripto-na-america-latina-como-a-regulacao-virou-o-motor-da-adocao/
- https://www.jb.com.br/economia/informe-cripto--tudo-sobre-criptomoedas/2026/02/1058698-brasil-avanca-como-lider-em-criptoativos-regulamentados.html
- https://www.barbieriadvogados.com/regulamentacao-de-criptoativos-pelo-banco-central-analise-critica-do-novo-marco-normativo/
- https://www.poder360.com.br/conteudo-patrocinado/cenario-macroeconomico-impulsionara-mercado-cripto-em-2026/
- https://livecoins.com.br/regra-de-viagem-desafia-operadores-de-criptoativos-na-america-latina/
- https://www.seudinheiro.com/2025/criptomoedas/gestora-descarta-pessimismo-e-ve-bitcoin-btc-batendo-novo-recorde-em-2026-entenda-ccgg/
- https://ibi-inovacao.org/seguranca-juridica-para-criptomoedas-brasil-avanca-na-regulacao-do-setor/
- https://www.mexc.com/pt-BR/news/731403
- https://exame.com/future-of-money/regulacao-cripto-como-base-da-nova-infraestrutura-financeira/
- https://www.empiricus.com.br/crypto-pulse/criptomoedas-possivel-mudanca-de-fase-para-o-bitcoin-fed-no-mercado-de-apostas-e-mais-veja-os-destaques-do-mercado-jrey/
- https://brazileconomy.com.br/entrevista/2025/12/falta-de-regulacao-no-brasil-ja-nao-e-mais-desculpa-afirma-ceo-do-mercado-bitcoin/
- https://clickpetroleoegas.com.br/preco-do-bitcoin-pode-despencar-ate-us-34-mil-em-2026-analista-que-acertou-topo-projeta-queda-de-ate-72-e-alerta-investidores-flpc96/







