Em 1° de janeiro de 2026, a Medida Provisória 1.303/2025 entrará em vigor e trará profundas alterações na tributação de aplicações financeiras. Todo investidor, seja iniciante ou experiente, precisa compreender alíquotas fixas de 5% e 17,5% e redesenhar a carteira para evitar surpresas.
Contexto e principais mudanças
A unificação das alíquotas de Imposto de Renda sobre investimentos derruba isenções que vigoravam há anos e substitui a tabela regressiva por taxas fixas. A nova regra estabelece 5% para produtos que hoje são isentos e 17,5% para renda fixa, fundos multimercados e outras categorias. Além disso, limites de isenção do IOF passam a R$ 600 mil por CPF em toda instituição.
Investimentos feitos até 31/12/2025 mantêm as regras atuais até o resgate, gerando uma janela estratégica. É fundamental adotar planejamento antecipado para manter benefícios, realizando aportes antes do fim do ano para “congelar” as condições vigentes.
Tabela comparativa de regras
Veja abaixo um resumo das principais alterações e o impacto direto na sua carteira:
Impactos práticos em sua carteira
O fim da tabela regressiva elimina o incentivo a prazos mais longos. Investidores que miravam no patamar de 15% para resgates acima de 720 dias perderão parte da vantagem fiscal. Além disso, o novo imposto sobre dividendos passa a incidir de forma progressiva, afetando quem recebe rendimentos elevados em empresas de capital aberto.
Para produtos de renda fixa, o investimentos realizados até 31/12/2025 funcionarão como reserva de valor tributário, mas exigem disciplina na data de aporte. Já os fundos multimercados sofrerão com a necessidade de diversificação por CPF e instituição para driblar impactos de come-cotas sem poder contar com faixa regressiva.
Estratégias de planejamento
Adaptar-se às novas regras requer uma abordagem proativa e holística. Confira algumas ações imediatas:
- Antecipar aportes em LCI, LCA e debêntures incentivadas até dezembro de 2025.
- Alocar parte dos recursos em títulos com vencimento antes de 2026 para aproveitar a tabela regressiva.
- Avaliar a substituição de fundos multimercados por estratégias diretas em renda fixa.
- Revisar a posição em ações e FIIs, considerando o novo IR sobre dividendos.
- Utilizar PGBL/VGBL para adiar a tributação, segundo perfil de longo prazo.
Cada investidor deve personalizar seu plano de ação. A visão de longo prazo na alocação continua determinante, mas agora aliada a avaliações trimestrais do impacto fiscal.
Pontos de atenção e ferramentas de controle
Manter o controle sobre impostos futuros evita surpresas e perdas de rentabilidade. Considere:
- Montar planilha de fluxo de resgates com datas e taxas aplicáveis.
- Monitorar limites de IOF para aplicações de curto prazo.
- Calcular o IR esperado em cenários otimista e conservador.
- Consultar regularmente a Receita Federal para esclarecimentos.
Considerações finais e perspectivas
As mudanças da MP 1.303/2025 representam um ponto de ruptura no mercado financeiro brasileiro. Será preciso agir com agilidade e inteligência para proteger ganhos e otimizar a carga tributária. Ao antecipar decisões ainda em 2025, você garante planejamento para “travar” isenções atuais e evita pagar mais imposto do que o necessário.
No médio e longo prazo, a unificação de alíquotas simplifica o entendimento dos impostos, mas pressiona a busca por rentabilidades líquidas superiores. Espera-se maior demanda por consultoria financeira especializada e soluções de tecnologia tributária.
Em resumo, a nova tributação traz desafios e oportunidades. O investidor que se informar adequadamente e revisar sua estratégia estará à frente de grande parte do mercado, aproveitando melhor cada real aplicado.
Referências
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- https://blog.hurst.capital/blog/impostos-para-investidores-como-os-tributos-afetam-o-mercado-financeiro-em-2026/
- https://unieducar.org.br/artigo/tributacao-sobre-investimentos-uma-analise-comparativa-do-mercado-financeiro-nacional
- https://caldeiraegodinho.com.br/artigo/2026-menos-imposto-para-a-pessoa-fisica-mais-pressao-sobre-empresas-e-investimentos/
- https://www.taxgroup.com.br/intelligence/tabela-ir-e-iof-em-investimentos-entenda-a-incidencia-dos-impostos/
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- https://www.sencon.com.br/blog/tabela-de-ir-sobre-investimentos
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- https://web.xpi.com.br/empresasnovo/tributacao/
- https://borainvestir.b3.com.br/noticias/reforma-do-ir-entenda-a-taxacao-de-10-sobre-dividendos-e-quem-vai-pagar/







